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Como o employee experience se tornou chave no crescimento das empresas

11 de agosto de 2020 / Consultoria / por Comunicação Krypton BPO

“Os clientes não vêm em primeiro. Os funcionários vêm em primeiro lugar. Se você cuidar bem dos seus funcionários, eles cuidarão bem dos clientes.” Citada na pesquisa Employee Experience Brasil 2019, feita pela SocialBase, a frase de Richard Branson, CEO da Virgin Group, reflete uma transformação no modelo de gestão do mercado de trabalho.

Investir na experiência do colaborador – o que conhecemos como Employee Experience – se tornou uma prática cada vez mais adotada por organizações ao redor do mundo. E não à toa. De acordo com estudo feito com mais de 250 organizações apontado por Jacob Morgan no livro “The employee experience advantage”, empresas que investem em experiências positivas dos funcionários superam as demais e são quatro vezes mais lucrativas. Os investimentos contribuem também com outros ganhos, como aumento de 40% no engajamento dos empregados, crescimento de 18% da satisfação dos clientes e redução de 14% do turnover. E os benefícios não param por aí.

Retomando a frase citada no início do texto, o levantamento da SocialBase identifica que, para 65,9% dos CEOs brasileiros, Branson está certo ao afirmar que a prioridade de um negócio está nas pessoas que o compõe. O estudo revela o fortalecimento do Employee Experience ao identificar que, segundo a visão de mais de 85% dos empresários, de 2017 a 2019 o EE ganhou muito em importância dentro do mundo corporativo.

Em busca da melhor experiência

Segundo Ricardo Kremer, Head de RH da Senior, “enquanto a empresa vende produtos e serviços, o RH atua para apresentar como é a vida na empresa. Por isso, a questão da experiência do colaborador tem ganhado cada dia mais valor nas organizações. É preciso cuidar de como esses profissionais vivenciam esse relacionamento com as companhias e a área de Recursos Humanos tem atuado de forma inteligente e estratégica neste sentido, junto com o apoio da tecnologia”.

Para Kremer, fortalecer a área de Recursos Humanos da empresa é, consequentemente, também investir para uma melhor experiência dos colaboradores, o que representa um caminho importante para criar uma cultura estratégica, de propósito, de engajamento e que contribua para aumentar a produtividade da equipe de trabalho.

“Vivemos tempos de mudança, já que a visão sobre carreira também é diferente de anos atrás. Não temos somente um caminho linear de crescimento em cargos e salários. Temos uma nova era de talentos que está em constante aprendizagem e quer crescer e ser protagonista, e para isto eles vão buscar alternativas, seja dentro das nossas empresas ou fora delas. Por isso, avaliações quanto ao clima e qualidade de vida são parâmetros que estão pesando na hora de escolher uma empresa para se trabalhar”, pontua o especialista em Recursos Humanos.

 O EE na prática

De acordo com a pesquisa da SocialBase, quando se fala em ações de Employee Experience, o foco das organizações está nas cinco seguintes:

  • 11,9%: Criar um ambiente de trabalho inclusivo para colaboradores de diversas gerações, gêneros, classes e etnias;
  • 10,1%: Atrair talentos potencializando a marca empregadora;
  • 7,5%: Alinhar os objetivos pessoais dos colaboradores aos corporativos;
  • 6,6%: Ajudar colaboradores a encontrar equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • 6,2%: Entender e usar design thinking como parte dos processos de trabalho de Gestão de Pessoas e RH.
  • Porém, apesar do reconhecimento da importância de ações de EE no negócio, as empresas ainda demonstram fragilidade na prática. 26% dos entrevistados alegaram não ter nenhum objetivo claro ao realizar ações que visem melhorar a experiência do colaborador.
  • Além disso, somente 22,5% das organizações enxergam a experiência dos funcionários como uma prioridade e têm ações concretas para trabalhar sobre. 31,3% falam sobre a experiência do colaborador, mas ainda não têm estratégias, 23,5% reconhecem a importância do EE, porém não discutem ações, e para 22,7% das lideranças não há previsão do Employer Experience se tornar uma pauta prioritária, uma vez que ainda não está claro de que forma haverá algum valor agregado.

E como fica o EE com a pandemia?

De acordo com Marco Ornellas, especialista em negócios e gente, se as empresas ainda não tinham a experiência do colaborador como uma de suas discussões, a pandemia pode mudar esse cenário.

“Nunca o tema “pessoas” foi parte tão relevante da agenda executiva. Esse é um ponto importante. Esse RH precisa ter um lugar estratégico, porque é ele que vai ser responsável por cuidar de pessoas tanto no que diz respeito à atuação, quanto à capacitação. Mas esse Recursos Humanos ainda terá que mudar o mindset, a cultura e o modus operandus, passando a olhar para todos os stakeholders do sistema; se apropriando cada vez mais de toda discussão que há em torno do conceito de Employee Experience; entendendo que não existe mais padronização – a economia pós-digital abraça exceções, adora anomalia, subverte a hierarquia, quebra controles, desafia convenções e se diverte na espontaneidade; precisa desenvolver protagonista; deve ser flexível e móvel, trabalhar cultura de inovação e usar e abusar de metodologias móveis”, diz.

Ornellas enfatiza que a pandemia é um catalisador para a criação de um “novo normal”. Para ele, vivemos um modelo social e mercadológico em declínio. “Nesse sentido, precisamos desenhar novas organizações em vários sentidos: revisar estratégias, arquiteturas, processos, pessoas, produtos e modelos. Tenho dito que o freio de arrumação da COVID-19 veio para nos dar a oportunidade de criarmos um novo final”.

Para saber mais

Ficou claro que o investimento na experiência do colaborador se tornou um importante diferencial competitivo das empresas. Porém, é igualmente nítido que o EE ainda gera dúvidas tanto em relação à sua eficácia quanto no que diz respeito a quais são as melhores práticas e estratégias a se adotar.

Fonte: Rh pra você

Imagem: Business photo created by freepik – www.freepik.com

 

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