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Saúde mental e tecnologia: como os dados têm ajudado as organizações

22 de setembro de 2020 / Consultoria / por Comunicação Krypton BPO

Se nos últimos anos as empresas já vinham demonstrando maior cuidado e preocupação com a saúde mental de seus colaboradores, a pandemia do novo coronavírus jogou ainda mais luz sobre a importância do tema e em como criar estratégias nesse sentido.

Isso os próprios números ressaltam. Segundo a Pesquisa “Gestão de Pessoas na Crise Covid-19”, conduzida pela Fundação Instituto de Administração (FIA), Grupo Grupo Cia de Talentos e Xtrategie, entre 14 e 29 de abril com 139 empresas brasileiras de grande, médio e pequeno porte, 75% das companhias desenvolveram ações de apoio psicológico para os funcionários.

O Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio no Brasil, contribui ao pautar a temática na sociedade e, claro, no ambiente organizacional, mas a realidade mostra que o assunto deve ficar em evidência todos os meses do ano. Afinal, o Brasil é o País que mais registra transtornos de ansiedade e o segundo no ranking mundial de transtornos depressivos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

E as companhias têm encontrado na tecnologia – mais especificamente no uso de dados – uma aliada na criação de estratégias efetivas pensando em seu público interno. Fundada em 2014 pela economista Carolina Dassie, a startup Hisnëk criou, em 2019, uma Inteligência Artificial Interativa, carinhosamente conhecida como “Ivi”, capaz de identificar as emoções dos colaboradores.

Por meio de um aplicativo, o profissional tem um canal para despressurizar seu estresse e, ao responder algumas perguntas, a Inteligência Artificial identifica o perfil de cada um e apresenta soluções personalizadas, a exemplo da indicação de psicólogos para os colaboradores que demonstrem fatores de risco para problemas de saúde mental. Com base na interação, a Hisnëk apresenta um relatório e mostra a condição mental das equipes mantendo anônimos os colaboradores. Assim, os RHs conseguem direcionar soluções assertivas para os times.

“Para o RH ainda é uma grande novidade ter possibilidade de obter dados real time para analisar e, assim, decidir os melhores acionáveis no momento seguinte. Os dados de navegação gerados entre Ivi e colaboradores são enviados de forma anônima para o RH e nós, em reuniões mensais com nossos clientes, os ajudamos a analisar esses dados e transformá-los em ações que gerem uma melhor saúde emocional e qualidade de vida para os funcionários. Como trabalhamos com um produto muito inovador, faz parte ajudarmos nossos clientes a tirarem o melhor proveito possível das informações”, comenta a CEO da healthtech.

Crescimento

O setor da saúde é o terceiro maior em número de startups no Brasil. Segundo o Distrito Healthtech Tech Report, estudo realizado pelo Distrito, atualmente há 542 healthtechs no mercado.  Em 2018, elas somavam 248. A área de saúde mental tem se destacado nesse ecossistema. De acordo com a plataforma CB Insights. as startups desse segmento levantaram US$ 576 milhões, superando o recorde trimestral anterior em mais de 60%.

Entre janeiro e junho de 2020, a Hisnëk registrou um crescimento de 60%. Para Carolina, com a chegada da pandemia, o casamento entre tecnologia e saúde mental foi muito acelerado e as primeiras empresas a adotarem produtos inovadores, como a Ivi, foram as companhias de grande porte. Ou seja, ainda há maior maturidade nesse público, mas há a percepção de que as PMEs, por exemplo, desejam começar a olhar para o assunto com mais atenção.

A Hisnëk ajudou a Pearson, multinacional do segmento de educação, a identificar possíveis problemas que seus colaboradores estavam tendo em relação à saúde e a criar ações efetivas para ajudar a organização como um todo. Com mais de 650 funcionários no Brasil, hoje todos contam com a solução da Hisnëk. A partir do mapeamento da saúde mental, a companhia desenvolveu ações de apoio, como o espaço para bate-papos com os líderes e o day off para colaboradores.

Durante a pandemia, a Vittude, startup que oferece terapia online, conectando psicólogos e pacientes, também se deparou com um crescimento no negócio – um aumento de 800% em número de vidas cobertas em sua solução corporativa, o Vittude Corporate, e de 350% em novos contratos.

“Muitas empresas remanejaram recursos de aluguel, viagens, treinamentos e eventos para novos benefícios, como a terapia online. Outras criaram linhas exclusivas de apoio ao colaborador em seus orçamentos. Não à toa, nós saímos de 20 empresas atendidas para mais de 80. De 22 mil vidas cobertas para mais de 150 mil e seguimos crescendo”, destaca Tatiana Pimenta, CEO e sócio-fundadora da Vittude.

Para a profissional, a pandemia deixou mais latente a importância de as pessoas cuidarem da saúde mental, mas, principalmente, mostrou para as empresas que esse é um tema importante e que mexe diretamente na última linha da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): no lucro. Ou seja, não olhar para essa vertente causa impacto direto no aumento de sinistros de saúde, no absenteísmo, no turnover, no clima, engajamento e produtividade.

Estratégia

De acordo com Tatiana, o uso de dados facilita o entendimento, por parte da organização, das áreas mais afetadas pelo adoecimento emocional. “Quando as empresas conseguem fazer uma análise de dados eficiente, elas deixam de olhar para programas de qualidade de vida e bem-estar como custo. Elas passam a compreender que o investimento em políticas e programas de saúde mental trazem um saving importante, que pode chegar a até quatro vezes o valor investido”.

Um levantamento da Willis Towers Watson apontou que nos Estados Unidos, ao menos até o fim de 2020, 80% dos empregadores planejam oferecer serviços virtuais de saúde mental como benefício, e 66% já pretendem incluir o benefício em seu pacote para 2021.

Porém, quando o assunto é adoecimento emocional, a CEO da Vittude enfatiza que não basta apenas colocar um novo benefício na prateleira, mas, sim, conscientizar lideranças, debater o assunto, falar abertamente sobre o tema e criar uma cultura onde seja permitido falar sobre os desafios emocionais.

“A partir do momento em que o assunto é discutido abertamente dentro da organização, as pessoas se sentem mais à vontade para procurar ajuda. Quando o assunto é saúde mental, a palavra da vez é prevenção. A maioria esmagadora das organizações carece de programas efetivos de saúde emocional e bem-estar que atuem de forma preventiva, contribuindo com a estratégia do negócio e reduzindo custos com sinistros, fatalidades, absenteísmo, presenteísmo, desengajamento e turnover. É preciso falar e falar desse tema e derrubar as barreiras do tabu e preconceito”, ressalta.

Dados da saúde mental no Brasil – Pesquisa Willis Towers Watson

Para 58% das empresas, melhorar os serviços de saúde mental e gerenciamento de estresse tem sido uma das principais prioridades para o segundo semestre de 2020;

Para 73% das empresas, os serviços online de saúde emocional são as principais prioridades para promoção e comunicação em decorrência da Covid-19;

47% querem priorizar aplicativos que apoiem o bem-estar do empregado como os de meditação ou gerenciamento de estresse;

44% consideram muito importante fornecer acesso a soluções de saúde mental acessíveis e de alta qualidade.

Fonte: Rh pra você

Imagem: Diloka107 – Freepik.com

 

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